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Sindifisco, 01/04/2026

1º de Abril: Memória e Vigilância em Defesa da Democracia

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Durante a ditadura, a classe trabalhadora foi um dos alvos principais, dirigentes sindicais foram perseguidos, greves foram proibidas, a imprensa foi censurada e os direitos foram desmantelados por intervenções profundas nos sindicatos

 

 

Neste 1º de abril, completam-se exatos 62 anos do golpe que instaurou a ditadura militar de 1964 no Brasil. Para o Sindicato do Fisco de Sergipe (SINDIFISCO/SE), datas como esta não podem ser silenciadas; ao contrário, devem ser relembradas para que se combata o negacionismo sobre um dos episódios mais sombrios da nossa história. É preciso expor os abusos aos direitos humanos praticados naquele período para que o país deixe de conviver com ameaças de restrições democráticas.

 

Durante a ditadura, a classe trabalhadora foi um dos alvos principais: dirigentes sindicais foram perseguidos, greves foram proibidas, a imprensa foi censurada e os direitos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foram desmantelados por intervenções profundas nos sindicatos. A partir de 1964, e com maior intensidade após 1968, o Estado aliou a truculência das prisões ilegais a sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados.

 

O 8 de Janeiro de 2024 foi a ameaça mais recente

Rememorar 1964 é também uma forma de manter o alerta sobre eventos recentes, como o dia 8 de janeiro de 2023. Naquela data, golpistas e vândalos — inconformados com o resultado das eleições de 2022 — depredaram a Praça dos Três Poderes em Brasília, atacando o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Este episódio é considerado o mais grave atentado ao Estado Democrático de Direito no Brasil desde o fim do regime militar. Os ataques visavam gerar um caos institucional para forçar uma intervenção das Forças Armadas, derrubar o governo recém-empossado e anular o resultado das eleições presidenciais de 2022.

 

A punição dos envolvidos pela Justiça é fundamental para garantir que novas tentativas de ruptura não voltem a ocorrer.

 

O SINDIFISCO/SE se manifesta sobre esses fatos para refletir sobre os erros do passado. Acreditamos que a construção de um futuro sólido depende do distanciamento de qualquer incursão que fira os princípios democráticos, civilizatórios e humanísticos, independentemente de preferências partidárias.

 

Recordar o obscurantismo de 1964 e a violência de 2023 é essencial para proteger o pleno exercício da cidadania. O Brasil precisa avançar em seu processo democrático, jamais retroceder.

 

Viva a Democracia e o Estado de Direito!

 

A Diretoria do SINDIFISCO/SE

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