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Sindifisco, 01/04/2026

Fisco de Sergipe encerra greve

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Categoria decide pelo fim da greve, mas mantém acesa a luta pelos direitos negligenciados pelo governo

 

Após nove dias de greve ininterrupta, que atingiu todos os serviços da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/SE), auditores e auditoras fiscais tributários decidiram encerrar o movimento paredista a partir desta quinta-feira, 2 de abril. A categoria, contudo, deliberou por manter outras formas de mobilização em defesa da pauta apresentada ao governo estadual desde 2025. As decisões foram aprovadas por maioria em assembleia extraordinária híbrida, realizada na manhã desta quarta-feira, 1º de abril.

 

O encerramento da greve ocorreu após a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) aprovar os projetos de lei enviados pelo Executivo, que estabelecem o reajuste salarial do funcionalismo estadual. Especificamente para o Fisco, o reajuste linear concedido foi de aproximadamente 4%. A paralisação na Sefaz foi uma resposta direta à postura do governador Fábio Mitidieri, que anunciou o índice sem abrir mesa de negociação, ignorando os demais itens da pauta de reivindicações protocolada pelo Sindicato do Fisco de Sergipe (SINDIFISCO/SE). Somente na atual gestão, as perdas acumuladas representam 7,35%.

 

“O governo acha que as verbas que não observam direitos trabalhistas elementares — como o pagamento nos afastamentos legais e na aposentadoria — são ganhos para o Fisco. Essas verbas precisam ser aperfeiçoadas para garantir os direitos. Se o governo diz que foi uma questão de honra revogar o Bap Inativo, para o Fisco é uma questão de honra restituir esse direito aos aposentados e pensionistas”, afirmou o presidente do SINDIFISCO/SE, José Antônio.

 

O dirigente avaliou que a mobilização foi fundamental para demonstrar a força e a união da categoria. “Seguiremos em frente com novas ações para continuar pressionando o governo. Com a greve, marcamos posição e reforçamos a importância da nossa pauta, mesmo que não tenha havido um efeito financeiro imediato além do anunciado”, pontuou.

 

O líder sindical destacou ainda o caráter político da vitória. “Ao longo da história, fizemos movimentos que não trouxeram resultados imediatos, mas que nos permitiram acumular força e respeito. Esses nove dias serviram para isso: foi uma greve vitoriosa pela união demonstrada. Foi um grito contra o desrespeito aos colegas no dia a dia, contra as perseguições, contra as péssimas condições de trabalho, contra as mentiras e contra a precarização dos direitos trabalhistas. Encerramos o movimento paredista, mas a luta continua por outras vias”, finalizou José Antônio.

 

 Por Déa Jacobina da Ascom do SINDIFISCO/SE