
O presidente e a diretora de Gênero do Sindicato do Fisco de Sergipe (SINDIFISCO/SE), José Antônio dos Santos e Solange Silva, participaram da jornada local de debates intitulada “Disputar a renda, reduzir a jornada – o trabalho no centro do desenvolvimento”. Em Aracaju, o evento ocorreu na sede da CUT/SE nesta quinta-feira, 14 de maio.
Organizada pelas centrais sindicais e pelo Dieese, a jornada é de âmbito nacional e acontece desde o dia 7 deste mês, seguindo até o dia 22 de maio em diversas cidades do país. Integrando uma série de iniciativas, o objetivo da mobilização é fortalecer os sindicatos e conscientizar a opinião pública para pressionar pela aprovação de propostas que preveem o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.
Na capital sergipana, o tema foi abordado pela economista Flávia Rodrigues, coordenadora técnica do Dieese em Sergipe. Ela apresentou dados e gráficos que demonstram a desigualdade de renda e a forma como a jornada exaustiva impacta a saúde e a produtividade dos trabalhadores.
Avanço no Legislativo
Na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, confirmou que, no dia 26 de maio, as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema — de autoria de Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) — serão votadas na Comissão Especial. No dia seguinte, 27 de maio, as matérias devem seguir para votação final, em dois turnos, no Plenário da Casa.
Pesquisas de opinião realizadas desde o ano passado mostram que o fim da escala 6x1 tem o apoio de mais de 70% da população. “A redução da jornada é uma questão de direitos humanos e justiça social. Ela permite dividir de forma mais justa os ganhos de produtividade com a classe trabalhadora, ganhos que, nas últimas décadas, foram majoritariamente apropriados pelo setor financeiro e grandes grupos econômicos”, afirmou Flávia Rodrigues.
A economista destacou ainda que órgãos como a OIT e a OMS relacionam jornadas longas e o descanso semanal insuficiente ao aumento do adoecimento, reforçando que a atual jornada de 44h contribui diretamente para a desigualdade de renda no Brasil.
Por Déa Jacobina ASCOM do SINDIFISCO/SE


